quinta-feira, 11 de abril de 2013

Críticas

"As cartas dele são duras e fortes, mas ele pessoalmente não impressiona, e a sua palavra é desprezível".2 Coríntios 10:10

Esse era o comentário que os fãs de Paulo faziam depois de conhecê-lo pessoalmente. Fico imaginando o que eu sentiria se essas palavras se referissem à minha pessoa.

Nem todos estamos prontos para enfrentar essa avaliação crua. Talvez Deus não tenha lhe colocado onde você queria justamente por isso: para poupá-lo de situações pesadas demais.

Às vezes romantizamos o ministério da Palavra. Olhamos a vida dos pregadores, observamos elogios e aplausos e imaginamos o quanto deve ser bom ser tão amado. Só que nem sempre as coisas acontecem desse jeito. Quem prega a Palavra tem uma vida cheia de desafios e a primeira coisa que a pessoa aprende é que tem que sentar na primeira fila de cadeiras da sala de aula e se empenhar para aprender primeiro que os outros as lições mais dolorosas. 

Conviver com a expectativa dos ouvintes não é fácil.  A maior tentação de quem prega  talvez seja exatamente essa: ser eficiente, envolvente e corresponder àquilo que a plateia espera. Quando a avaliação de Deus ganha um caráter secundário, é o começo do fracasso.

Um obreiro que não esteja bem resolvido com suas emoções enfrentará grandes dificuldades. Ou seja: todos enfrentarão.  Só que essas dificuldades são as vitaminas que o farão amadurecer. 

Se você estiver o tempo inteiro olhando nos olhos do seu interlocutor na esperança de encontrar simpatia e aceitação, sua mensagem será abafada pelas suas carências e não surtirá efeito.  

Libertar-se disso é o primeiro degrau para o seu amadurecimento. "Se o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres."

Cristina Faraon 

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