quinta-feira, 19 de julho de 2007

CÉLULAS, G-12 E OUTROS BICHOS


Eu conversava via e-mail com um amigo a respeito de igrejas com trabalhos em células. Ele e a namorada desejavam "subir de patente" dentro da igreja. Para isso tinham que trabalhar muito e ter seu namoro totalmente controlado pela igreja. Na verdade eram proibidos de namorar: tinham apenas que "fazer a corte".  O trecho abaixo é parte de um dos muitos e-mails que escrevi a ele: 


"... É o que eu falei: ensinam o farisaísmo puro. Se sua namorada quiser uma célula, ela terá que entar na fôrma.  Ora, se ela gosta de pregar o Evangelho, porque não o faz livremente, como Jesus?  Na praia, no monte, na sinagoga, nas casas...  Jesus nunca entrou na fôrma dos fariseus para alcançar um cargo.  Porque vocês dois não convidam pessoas para orarem juntos e lerem a Palavra? PRECISA DE MAIS O QUÊ?  Submeter-se a tudo isso só para  alcançar um "nível mais elevado"  aos olhos da comunidade? Você pode dizer que não, mas dá a impressão que sim. Porque até no meio de uma praça você pode proclamar o Evangelho, não precisa desse formato empresarial de produção em série.


Vocês estão uma sociedade vigiada, onde existe uma pirâmide de comando e controle, onde um sabe da vida do outro e, querendo admitir ou não, um tem o deve dedurar o outro caso ele saia da linha. Tipo nazismo, tipo os regimes totalitários, onde todos tem que ser fiéis ao partido e ao grande líder... Deus do céu, isso é totalmente o inverso do que diz a Palavra:  "O vento sopra onde quer e ouves a sua voz mas não sabes de onde vem nem para onde vai: assim é todo aquele que é nascido do Espírito."


Desculpa dizer, mas essa coisa da "corte" eu já ouvi falar e é o negócio mais absurdo e ridículo que se possa imaginar. Esse dirigismo, esse dar pitaco na intimidade dos outros, essa coisa de dizer quem pode e quem não pode, quem está preparado e quem não está... o nome disso é JULGAMENTO. Se sua namorada almeja dirigir uma célula, ela vai ter que dar conta de onde vai, o que vê, o que diz, como se veste, se beija, se não beija e QUANDO CASAREM VOCêS TERÃO QUE OBEDECER ATÉ AS ORIENTAÇÕES DE COMO FAZER SEXO: isso pode, aquilo não pode... Meu amigo, você não vai aguentar por muito tempo. Pense num casamento assim. É pior do que um Big Brother porque no programa ninguem tem medo de ser amaldiçoado.


Não sei como alguém se submete a isso, se NEM JESUS NEM OS DISCÍPULOS CRIARAM UM MONSTRENGO DESSE.


Peço que leia com atenção e em oração esse texto do Pr. Caio Fábio. Alguém escreveu para ele pedindo opinião. ao final, ele responde a carta. LEIA COM SUA NAMORADA, por favor, e orem. Aqui ele fala sobre o G-12 mas no final das contas geralmente dá no mesmo.

(colei abaixo 3 cartas com as respostas) Claro que eu sei que nem tudo tem a ver com você. Tem coisas que não tem nada a ver (tipo o caso do rapaz que foi traído) mas em cada história pelo menos uma parte pode ser direcionada exatamente ao seu caso. Examine tudo e fique com o que é bom (ou útil ao seu caso.)



Abraços!


Cristina


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1)  Mensagem:

Estimado Pastor Caio,
 VIDA em Cristo!


Sei que, de alguma forma, você já se manifestou sobre o assunto do qual vou tratar, mas, por favor, tenha paciência.

Gostaria de ver sua opinião, de forma direta, sobre o que chamo de EVANGELHO COMPULSÓRIO, algo que tem me inquietado, muito, ultimamente.

É bem intencionado (ganhar almas, torná-las ganhadoras de outras e evitar sua evasão para o "mundo").

Tem pessoas sérias e também bem intencionadas por trás - de boa-fé, algumas das quais sei que conhece pessoalmente.

Produz resultados numéricos (humanos, financeiros...).

Há zelo.

Motiva as pessoas.

Poderia elencar outros adjetivos, mas estes já bastam.

Trata-se de um evangelho que cuida de "gerenciar -dirigir" todas as fases de crescimento da vida cristã, a fim de evitar que a pessoa se evada da igreja.

Funciona pré-estabelecendo estas fases (ganhar almas, consolidá-las, treiná-las e enviá-las) e encaminhando as pessoas de uma para a etapa seguinte, tal como: conversão - pré-encontro - encontro - pós-encontro - escola de líderes - tornar-se líder de uma célula - e assim por diante, reproduzindo todo o sistema, em um ciclo infindável).

É praxe, ao final dos cultos, o dirigente fazer uma oração e pedir que a igreja a repita (trata-se de uma oração na qual as pessoas entregam sua vida a Cristo, sem sabê-lo previamente).

Após a oração, o pastor pergunta quem fez aquela oração pela 1a. vez.

Ao levantar a mão se identificando, a pessoa é imediatamente chamada à frente, como alguém que entregou sua vida a Jesus, para receber uma oração de confirmação. E aí começa a girar a roda do "sistema" do qual estou falando e que estamos vivendo na nosa denominação, e em outras que adotaram o mesmo esquema.

Participo disso.

A coisa toda funciona, mas me inquieta porque não vejo a livre manifestação da vontade das pessoas, e sim o dirigismo, ainda que bem intencionado. E isso acarreta outras conseqüências na vida das pessoas e da coletividade que vão além da boa intenção, ao meu ver.

Não vislumbro oportunidade de tratar do assunto com a liderança da igreja, por tratar-se de uma igreja com governo apostólico, hierárquico.

Poderia continuar fazendo comentários e falando o que venho pensando de tudo isso, mas "passo a bola" para você.

Preciso tomar uma decisão séria diante disso.

A sua opinião é muito importante para mim.

Um fraternal abraço,



Resposta:


Meu amado: Paz e Crescimento no Espírito e na Graça!

Conheço inúmeros grupos que entraram nesse sistema.  Alguns eu já esperava que entrassem, pois entram em tudo de “novo” que apareça no “mercado”. São compradores de novas ferramentas.

Aliás, já chegamos num nível tão mecânico e sistêmico que tais coisas são chamadas de ferramentas e sistemas por alguns.

O que eu acho?

1. Há todo tipo de gente e de igreja fazendo isto. Alguns pessimamente; outros de modo mais moderado...mas ainda estranho.

2. Algumas fazem só isto: evangelizar compulsória e compulsivamente. Ganham novos, e perdem a história...pois muitos de antes não agüentam a forçação de barra da “nova visão”.

3. Os crentes jovens se empolgam—têm gás e querem aparecer, além de julgarem, pela ignorância e pela inexperiência, que os mais velhos são frios e indiferentes. Mas os jovens também se cansam e se fatigam...e de exaustos caem...como eu leio todos os dias aqui...em narrativas de centenas de filhos dessa máquina, e que já não agüentam mais o sentimento de missionário Mórmon ou Testemunha de Jeová que lhes foi passado.

4. De fato, em geral, tais igrejas são muito, muito... fracas na Palavra, quando se trata de ensino e pregação pública. Elas a têm...mas é extremamente fraca e sem conteúdo...daí os artifícios. E as células são boas quando são abertas...como alternativas de encontro e comunhão...mas uma vez que se tornem um programa obrigatório, pelos menos as seguintes coisas acontecem: a) os dons de todos são reduzidos a um processo industrial; b) quem deseja participar tem que entrar na clonagem; c) a falta de liberdade para se expressar os dons de cada um acaba por desanimar a muitos “líderes”, que vêem-se na obrigação de repetir o sermãozinho do pastor, ou do programa de células...e são todos básicos e cansativos...chatos mesmo...sendo qualquer coisa boa apenas para quem não sabe nada... e está com muita vontade de saber.

5. Nesse caso, muita gente até fica na igreja, e ela cresce pelo convívio dos novos com o grupo; mas a tendência é que se NÃO houver Palavra, quem não tem esse espírito de soldadinho ou de rebanho...com o passar do tempo se desmotive...seja pela basicalidade dos ensinos, seja porque não agüentam a tal gestão do pastor...que transforma a Boa Nova numa obrigação. Nada é mais contraditório: Boa Nova pregada por obrigação. A Boa Nova, quando chega como obra do Espírito, faz com que aquele que foi “infectado pelo amor” não saiba fazer outra coisa...senão anunciar o amor que o infectou.

6. O que está havendo é uma idolatrização de métodos...como se fossem sacrossantos apenas porque são “funcionais” do ponto vista estatístico...; isso junto com um esvaziamento total da Palavra; pois eu desafio quem quer que seja a me mostrar onde tais coisas estejam sendo feitas e que sejam antes motivadas pelo anuncio do Evangelho de Cristo, livre, ungido, sem amarras doutrinárias, e sem invencionices.

Normalmente os que entram nesse barco têm duas características como líderes: a) se pregam, sempre foram tendentes a pregar novidades, não a Palavra; b) não têm o que pregar, e um programa desses ajuda o cara a se recolher ao papel de apóstolo de uma pirâmide humana, na qual ele exerce autoridade, e representa uma espécie de Rainha numa colméia de crentes operários. Serve bem pra abelha...mas entre os humanos em pouco tempo as pessoas deixam de produzir mel...e mergulham primeiro no cansaço, e depois na amargura.

Tudo isto vai passar outra vez...não é novo...só estão fazendo de novo.

Tudo passa...mas só quem prega a Palavra do Senhor vê resultados durarem para sempre.

A única maneira disso ser sadio é a seguinte:
1. Tem que haver Palavra na igreja, muito antes de haver programa de células;

2. A Palavra tem que ser livre, e não focada no tema obsessivo do crescimento em células.

3. Não pode haver manipulação, e nem haver obrigatoriedade na participação.

4. Os líderes das células não podem ser tratados como eminências pardas, e os que não conseguem se sentir motivados para o regime celular...serem desprezados...como em geral acontece.

5. O tal programa...tem que ser explicitamente definido como um programa...e olhe lá...e não como um “mover”, uma “visão”, uma “revelação” de Jesus para “os últimos tempos”...fazendo desse método algo de um valor apocalíptico da revelação.

Em suma, é só um método.

O Juan Carlos Ortiz iniciou, o Paul Yung Chou implementou, o Peter Wagner divulgou no mundo, e o Castellana deu o molho pentecostal; e os “apóstolos brasileiros” trouxeram a loucura pro pacote: há de tudo dentro desse G12...e há vários tipos de G12...há até quem tente ungir o Ponto G em alguns dos 12. É a tal da unção peniana, que em alguns grupos andou também na moda... sem falar no espírito de soldadinho de chumbo que se tenta implantar.

Minha tristeza é grande, especialmente porque estou vendo igrejas boas, nas quais há gente boa de Deus, e que cresceram na Palavra, mas que tiveram seus pastores originais substituídos pela idade ou pelas circunstâncias...e alguns “pastores” que não têm Palavra pra ensinar com profundidade e consistência...assumiram o pastorado...e acabaram por fazer o belo, diverso, diferente, livre, ungido e alegre, se transformar numa programação do Dia do Trabalhador na Praça Vermelha, na antiga União Soviética.

É isto que penso!

Nele, que nos deu dons em Graça, e que não formou um exército, mas um Corpo,


Caio



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2)


NAMORO DE CRENTE: PLATONISMO, AMARGURA E COMPULSIVIDADE




Querido amigo,

Na ultima carta que lhe escrevi, relatei como a personalidade maligna de René Terra Nova corrompeu as igrejas que entraram debaixo da sua autoridade. Vou abrir meu coração um pouquinho e contarei como tive um romance com uma garota sob o signo G-12.

Iniciei a corte (denomina-se assim, pois namoro é pecado) com uma garota da minha igreja, ficamos juntos por dois anos...foi o pior conto de fadas de minha vida. Durante o período que ficamos juntos, nunca nos tocamos, a não ser os selinhos no rosto e o pegar básico nas mãos. No começo, aceitei legal...cara, realmente eu a amei e o simples fato de “estar” ao lado dela me satisfazia..

Choviam profecias sobre nossas vidas: Vocês casarão logo; O Senhor me mostrou que o casamento de vocês vai puxar todos os outros; A obra que Deus tem na vida de “vocês dois” é magnífica.

Nosso relacionamento era tão fundamentado na “santidade” que quando aconteciam aqueles desejos normais a todo ser que é carne, eu me sentia o pior dos seres humanos, era um jugo muito grande. Dois anos sem um único beijo...pensei que as ausências dos toques carnais facilitariam nosso relacionamento e nos levaria para um patamar mais alto da “Purificação”, mas eu estava enganado. Quando ela dava um selinho na minha face e eu o mesmo, pode ter certeza, ali nos beijávamos em pensamento louca e apaixonadamente. Eu confessava a ela esses desejos, e ela também. Por ser muito nova e ter sofrido algumas traições de seu antigo namorado (esse ela beijava muiiitooo na boca) e ainda por cima sofrer pressão dos pastores da igreja para ser um exemplo de “relacionamento santo”, creio que ela entrou em parafuso.

A coitada achava que sentir um desejo carnal por alguém que ama, era um pecado mortal, na cabeça dela esse desejo só apareceria milagrosamente após colocarmos o anel de casamento.

Mesmo assim, continuamos o relacionamento...pois eu a amava. Abri uma livraria evangélica e a coloquei na empresa como minha funcionária. Cara, pensa num erro, depois multiplica...agora acelera. Com apenas um mês de loja, eu já tinha mais de R$:1.000,00 (mil reais) de fiado. Quando eu chegava no estabelecimento no final do dia (pois trabalho na prefeitura de minha cidade até as 5 da tarde) um monte de gente tinha comprado na “nota”, eu perguntava para ela quem era aquelas pessoas que ela tinha vendido sem pegar nenhum documento ou endereço, ela me respondia: Ah, Wan! Essa é a fulana de tal da Célula de sicrana, pode confiar; e essa é a profetiza tal, ela não enrolaria ninguém; essa outra é da minha célula, é nova convertida estou cuidando do caráter dela.

Como fui idiota! Burro, demente... Que ilusão é, achar que vender produtos evangélicos é negócio garantido porque os pretensos compradores são pessoas curadas e ungidas pela graça e cujos bolsos, Mamon nunca habitou...esse “achismo” me levou a falência .

Ela não me edificou em meu negócio. Por ter a intimidade de dois “anos” de “relacionamento puro”, tudo que eu dizia pra ela fazer na loja, ela fazia ao contrário pois achava que já era “casada”.

Meu, agora eu vejo o quão “fulero” foi aquele romance. As profecias? NENHUMA SE CUMPRIU! Terminamos a corte, frustrados e com aquele sentimento de “Tempo Perdido”. Foi embora para São Paulo e de lá, por e-mail...mandou dizer que nunca mais quer saber de mim.

Que baque! Lembrei arrependido das muitas e muitas vezes que acolhi a família dela como se fosse a minha, das vezes que eu alimentei ela e a irmã pois a mãe viajava para “profetizar” e as deixava morrendo de fome.

Como uma pessoa pode trair outra assim?


Caio, estou muito triste e desesperado: A mulher que eu amo me abandonou, e a Igreja que eu sou louco de paixão, não consigo mais freqüentar, pois o ranso de René Terra Nova já assolou a mente de todos aqueles que eu tanto amo, e o pior, aos poucos sinto que meu “caráter cristão” esteja se esvaindo, uma vez que não tenho congregado em nenhuma Comunidade (pois não me identifico com elas). Desculpa-me por essas cartas, ultimamente são poucos os que me ouvem...


Um abraço!

Naquele que um dia nos mostrou um Evangelho simples e sem “códigos”...
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Resposta:


Meu amado mano: Graça e Paz!


A Sabedoria diz que há tempo para todas as coisas debaixo do sol. Também se diz que o sábio sabe o tempo e o modo. E, além disso, também se diz que o jovem deve se alegrar na sua juventude, sempre lembrando que há bons prazeres e maus prazeres; e que desses últimos ele terá que prestar contas.

Nossa sociedade inverteu o ciclo natural das coisas, e, não sabe como lidar com tal alteração. Sim, porque durante milênios as mulheres casavam jovens; e, não havia nada como côrte, namoro, ficar, ou qualquer dessas coisas vigentes.

Hoje, com tantas mudanças sociais, econômicas e culturais, as pessoas casam biologicamente tarde, pois, já estão fisicamente prontas para conceber e ter filhos desde os 13 anos de idade.

Ora, o “atraso social” que hoje regula o tempo do casamento, não é em nada compatível com a natureza do corpo. Assim, socialmente só se casa, hoje em dia, quando o corpo já está velho de desejo e vontade natural de se relacionar sexualmente, especialmente quando se ama alguém.

A “sinuca” da “igreja” é que ela adotou o modelo de casamento conforme os valores, cronogramas e tempos estabelecidos pelo todo da sociedade humana, especialmente no Ocidente; mas demanda dos jovens que se comportem de maneira que só é comum entre as idades de 5 e 10 anos, quando meninos e meninas não sentem falta um do outro.

Desse modo, não podendo impedir os moços que namorem — eles não têm tal poder —, dizem a eles que provem, mas não sintam o gosto; que toquem, mas não desejem; que abracem, mas que não tenham a ânsia da penetração; que saiam juntos, mas que não aproveitem a solitude; que morram de desejo, mas que não transem; que almejem ter o outro, mas isso sem tesão.

Somente um ser inumano consegue tal façanha!


Ou seja: o que se pede é o que o diabo gosta! Sim, porque pedir tal coisa é o mesmo que empurrar a pessoa para a “transgressão”; ou, em muitos casos, é como criar o ambiente psicológico para o perene adoecimento sexual dos “praticantes”— seja pelo amortecimento do desejo depois do casamento, gerando expressões de formalidade sexual na conjugalidade, e que foram produzidas pelo tempo de namoro, no qual todo desejo era “pecado”—; ou, então, em razão da exacerbação do desejo sexual, fazendo com que nem mesmo o casamento satisfaça tais pessoas, visto que, pela repressão sexual cheia de culpa, a maioria introjeta fortes pulsões de natureza sexual, às quais, em tempo próprio, se abrem em desejos que tendem à manifestação compulsiva, e até mesmo, em alguns casos, à revelia.

O que a “igreja” tem que saber é que não é possível almejar e ditar a norma da sexualidade infantil (entre 5 e 10 anos de idade), enquanto os que têm que pratica-la já estão em plena estação de desejos e até da ânsia inconsciente de transar como pulsão procriadora, a qual, nem sempre se apresenta socialmente com essa cara, porém, psicologicamente, é também resposta da alma-corpo aos milhares de anos de procedimento totalmente diferente.

Assim, o que a “igreja” pede é anti-natural; e acontece numa total dês-sincronia entre os apelos do corpo-alma e as imposições da moral-social da “igreja”.

Assim, quem não casa seus filhos conforme os tempos antigos, então, que não peça deles um tipo de comportamento que não é natural; pois, a violação da pureza natural pode gerar, conforme temos visto, inúmeros problemas de natureza emocional, afetiva, sexual e psicológica.


O que fazer então?

Na minha opinião tem-se que ensinar os jovens a serem responsáveis, capazes de avaliar as conseqüências de intimidades sexuais banalizadas, e, além disso, ensinar a eles que ninguém deve usar as pessoas e descartar. Portanto, ter-se-ia que ensina-los a “não defraudarem” sexualmente o próximo, usando-o e descartando-o.

Também em minha opinião os pais deveriam ajudar os filhos a avaliarem quando um namoro chega numa situação de maturidade na qual a intimidade sexual pode ser praticada de modo sério e responsável. E, para que isto aconteça, tem que haver a idade própria, com a maturidade que a experiência requer, e, sobretudo, com a vontade de amor quanto buscar o futuro como tempo de união definitiva, clara, explicita e fiel.

O que passar disto, meu irmão, para mim é total irrealidade e proposta de adoecimento humano.

Moderação, equilíbrio, sinceridade, afeto, maturidade emocional e um parceiro (a) igualmente qualificado, para mim, é a única coisa que se pode recomendar.

Quanto ao mais, quem passar disto, deve também assumir a responsabilidade pela saúde emocional e sexual dessas pessoas no futuro. Todavia, nenhum desses fariseus se apresenta quando um casamento que foi produzido por tais leis, gera os casais mais infelizes ou complicados desta terra.


Receba meu abraço!


Nele, em Quem a gente tem que aprender a verdade e a justiça em cada um de nossas relações,


Caio








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3)

TEMO SER AMALDIÇOADA PELA MINHA IGREJA

Graça e Paz Caio Fábio.
Essa é a primeira vez que entro em seu site, a princípio lhe parabenizo por ser muito bem elaborado.
Meu querido, preciso de sua ajuda; a principio quero que saiba que tenho 27 anos, 4 anos de evangelho, sou membro de uma igreja celular. Mas meu coração está começando a se fechar... Antes aceitava tudo, mas agora as coisas mudaram de foco. Será que estou me tornando uma pessoa rebelde? ME AJUDE, POR FAVOR. Peço um conselho. Não quero estar em maldição pela rebeldia!!!

Minha querida amiga: Paz e Força! O problema não é de “rebeldia”, como se costuma dizer por aqueles que acham que estão perdendo o “controle” sobre a sua consciência. O que está acontecendo é que passou a empolgação com o “pacote”, e você está cansando. E mais: o que está acontecendo com você é normal. Ninguém agüenta viver muito tempo no nível de “excitamento” que o projeto das células propõe. Especialmente porque não são apenas as reuniões nas células, mas as tarefas quase militares que tais igrejas impõe. O que mais recebo aqui é carta de gente que cansou da pulação. Então, começam a querer diminuir o ritmo, mas a igreja diz que a pessoa está desistindo, perdendo a fé, e ficando insubmissa. Portanto, não confunda as coisas. Você está apenas cansada. E mais: a “igreja” não pode e não tem poder de amaldiçoar ninguém. A verdadeira Igreja nunca amaldiçoa; ela apenas abençoa. Paulo disse: “...abençoai...não amaldiçoeis...” Então, querida, se você, em Cristo não tem que temer maldição de feiticeiros, por que temerá as maldições da “igreja”? Tais maldições voltam-se contra quem as profere. Dê um tempo. Descanse. E se a “igreja” continuar oprimindo você, procure um lugar onde o amor a Deus não seja medido por ativismo religioso. Continue lendo o site. Você vai crescer e aprender acerca de sua TOTAL SEGURANÇA em Cristo.

Nele, que nos ama sem barganhas,

Caio

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