domingo, 21 de setembro de 2008

Decisões questionáveis - PARTE I -



ATOS 25:11-12



Ainda dentro do livro de Atos dos Apóstolos, hoje em nosso encontro (21.09.08) falamos sobre DECISÕES.

Existem as decisões que tomamos no calor de um momento, de uma indignação ou paixão. Há também aquelas que nos afetam seriamente mas não são tomadas por nós, pelo contrário: são tomadas por outras pessoas e temos apenas que suportar os resultados, estando todos "no mesmo barco". Tanto em um caso quanto em outro nossa vida pode ser radicalmente alterada.



PARTE I



Paulo, como sabemos, por diversas vezes foi perseguido por pregar o Evangelho de Cristo. Ele testemunhou e também se defendeu várias vezes perante as autoridades do seu tempo. Observando que o governador Festo queria ser simpático aos judeus, temeu por sua vida (pois os judeus queriam matá-lo). Nesse momento então resolveu apelar para César pois sabia que crime algum havia cometido. No capítulo 26:2 o rei Agripa, juntamente com Festo, ouvem a defesa de Paulo. Agripa então disse algo que me perturbaria muito se eu estivesse no lugar de Paulo: “Este homem bem poderia ser solto se não apelasse pare César.”



Depois desse episódio Paulo enfrentou uma viagem horrível para Roma e ainda ficou bastante tempo preso. Desnecessariamente preso?

Penso que Paulo tenha tido seus momentos de crise e questionado sua decisão de apelar para César. Foi uma decisão precipitada? Ele agiu “com o coração” ou foi guiado pelo Espírito? Deixou-se levar pela indignação do momento? Será que em momentos de solidão, saudade e humilhação ele não teria dito a si mesmo “por quê fui fazer essa besteira?”



Não importa o que aconteça: quando nossa vida está nas mãos de Deus a vontade de Deus sempre se cumpre ainda que o mundo dê mil voltas. Se o impulso indignado de Paulo apelando para César foi uma precipitação ou algo de Deus... ele não sabia. E assim também acontece conosco todos os dias. Haveria como “escorregarmos” das mãos de Deus?

Nós sabemos exatamente quando estamos sendo inspirados pelo Senhor para fazer isso ou aquilo?

No navio, indo para Roma, durante a tormenta e risco de morte, talvez Paulo tenha se questionado novamente: “eu não precisava estar aqui se não tivesse me apressado em apelar para César. Oh Senhor, eu me precipitei! Não jejuei antes, não pedi um sinal... Agi como homem livre e olhe o que aconteceu!



Deus é tão misericordioso que uma certa noite, no navio, mandou um anjo dizer a Paulo que ele não se afligisse, que ninguém iria morrer e que era do interesse de Deus que Paulo testemunhasse de Jesus perante César. Se houve dúvida e arrependimento da parte de Paulo, eles cessaram ali mesmo.



Não acredito que todas as outras vezes Deus enviou a Paulo um anjo para confirmar suas decisões. Ele fez isso naquele momento especialmente crítico. Era necessário. E fez isso por nós também, que temos acesso ao registro daqueles acontecimentos. Precisamos saber que Deus guia. Deus guia sempre, mesmo quando não sabemos que estamos sendo guiados. Não somos dele?



Se andarmos com Deus jamais saberemos ao certo e com detalhes onde termina a nossa vontade e começa a vontade de Deus. Difícil saber se o Senhor transformou o mal em bem ou se ele mesmo nos levou a tomar determinada decisão. E precisamos saber? O justo vive pela fé!

Você tem a paz dos que SABEM que está tudo bem? Ou até hoje se maldiz por um passo tomado no passado, uma decisão questionável, uma opção?

Hoje você está onde Deus queria que você estivesse. Eu creio assim. Estou onde era para estar porque Deus guia os meus passos e o Espírito do Senhor habita em mim. Hoje estou livre? Deus me usará nessa liberdade. Estou prisioneira em um barco em tormenta? Certamente isso é do interesse do Altíssimo. A Palavra não fica presa, como já disse Paulo.



Qual a decisão questionável que você andou tomando nos últimos tempos? Essa decisão te colocou em lugar confortável ou em um “navio de prisioneiros”? Alias: você tem mesmo certeza de que aquela decisão foi idéia sua?

E será mesmo que foi uma má idéia?



Cristina Faraon

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