sábado, 10 de maio de 2008

Os bons tempos

Houve uma época...

Na qual Deus não dependia de dos nossos arranjos para que sua unção fosse sentida na congregação.

Houve um tempo no qual nossas lágrimas não precisavam ser "incentivadas" por algum dirigente talentoso.

Lembro quando ninguém sofria carregando o peso de "levar as pessoas a sentirem" a presença de Deus;

Houve uma época na qual os cultos eram cheios de graça e unção independentemente da quantidade ou qualidade dos instrumentos musicais.

Houve uma época, bem me lembro, quando não nos limitávamos a cantar o que os "ministros do louvor" haviam ensaiado. A gente cantava o que nosso coração contrito pedia na hora. Eles só nos acompanhavam... E dava tudo certo!

Houve um tempo quando o Espírito de Deus não dependia da galera da produção para se manifestar. Uma simples oração, um cântico com acompanhamento improvisado, alguém se levantando para orar ou compartilhar algo que fervia em seu coração... Tudo isso edificava, alegrava, sensibilizava.

Houve uma época na qual não existiam cânticos ungidos e os não ungidos, os que "funcionavam" e os que "não funcionavam";

Lembra quando músicas lentas não davam sono, mas nos remetiam a um jardim de oração, à paz, a um sentimento de adoração lindo?

E os cânticos mais ritmados? Eles não tinham a função de "bombar" o auditório nem eram um sinal para que todos saissem pulando de mãos para cima. Essas músicas apenas nos inspiravam, nos ajudavam a extravasar a alegria que já estava lá dentro de nós mesmo antes de chegarmos ao templo.

Sabe, eu pensava que "aquela época" havia passado para sempre... Mas não! Nesse Encontro em Fortaleza tudo transcorreu com tal naturalidade que ficamos encantados. Todo apelo foi à conscientização, não ao emocionalismo vazio.

"Eis que faço novas todas as coisas..."

O que Deus nos deu em Fortaleza foi a si mesmo, docemente. Foi um sopro, um afago, uma coisa boa.

Tudo novo... e com o poder de matar a saudade daquele tempo no qual para Deus bastava um coração compungido e contrito.

Em Fortaleza observei que entre nós não havia ninguém preocupado em "criar clima" ou "ajudar Deus a ser Deus". Quem dirigia os cânticos apenas dirigia os cânticos com espírito de adorador e quem cantava, cantava com ele, não por causa dele mas por causa daquele que vive e reina para sempre.

Simples demais, sem efeitos especiais nem gelo sêco... e aquela paz gostosa que excede a todo entendimento... e aquele doce Espírito ali falando, convencendo, convertendo, comovendo...

Dá pra ser sempre assim? Dá sim! Os bons tempos voltaram - não "requentados", mas renovados e cheios de graça.

Aleluia!

Cristina Faraon

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