quinta-feira, 31 de janeiro de 2008

Nosso hino




Com o passar do tempo temos notando que o cântico NAO OLHO AS CIRCUNSTÂNCIAS está se tornando o "hino" da Estação Belém. É difícil um encontro do qual não o cantemos. Chega a ser engraçado: às vezes o pedido é feito nos últimos instantes da reunião: "Dá pra cantar só mais um cântico?" Aí todos sorriem porque já sabem qual vai ser a música escolhida. E tem mais: cada vez que é cantada, mais bonita vai ficando!



Sendo assim, vale publicar o comentário do nosso irmão e caminhante Onélio a respeito desse cântico. Primeiro, a letra:


"NÃO OLHO AS CIRCUNSTÂNCIAS

Esta paz que eu sinto em minha alma
não é porque tudo me vai bem
esta paz que eu sinto em minha alma
é porque eu sirvo ao meu Senhor.

Não olho as circunstâncias,
não, não, não! Olho o seu amor
não me guio por vistas, alegre estou.

Este gozo que eu sinto em minha alma
não é porque tudo me vai bem
este gozo que eu sinto em minha alma
é porque eu sirvo ao meu Senhor.

E ainda que a terra não floresça
e a vide não dê o seu fruto
e ainda que os montes se lancem ao mar
e que a terra trema hei de confiar."

Este louvor tem conquistado todos os do Caminho Estação Belém. Fiquei a meditar o quanto esta letra mexe com cada um. Lembrei-me de Jesus dizendo: “Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou”. Que paz maravilhosa, poderosa, incondicional, que nos faz estar em paz de alma em plena guerra.

Quantas vezes no nosso dia-a-dia enfrentamos tantas adversidades que começamos a sentir insegurança, medo. Achamos que tudo vai ruir, que não há mais saída. De repente nos voltamos pra Cristo e Ele nos derrama da sua paz. Então o quadro muda. Aquele caminho que estava escuro começa a iluminar-se. Já podemos contemplar a saída, a alegria volta, muitas vezes sentimos o coração pular de tanta felicidade quando vemos nossos problemas serem resolvidos ou quando sentimos que eles serão resolvidos. Se ainda não tiverem sido resolvidos, basta esta paz de Cristo para nos ajudar a continuar caminhando, servindo ao Senhor.

Quando canto “não olho as circunstâncias”, me vem à lembrança a situação de Abraão levando seu filho Isaque para ser imolado (Gn 22.1-14). Que circunstância aquela! Abraão levava seu filho para ser imolado e quando Isaque pergunta ao pai onde está o animal a ser sacrificado (Gn 22.7) Abraão responde-lhe que Deus proverá. Em outra tradução do texto bíblico está escrito que no monte do Senhor há provisão (Gn22.8). Abraão carregava a paz da certeza de que tudo vinha do Senhor e que Ele iria prover um animal para ser sacrificado. E depois que o Senhor providenciou o animal, Abraão voltou daquele monte cheio de alegria, com um imenso gozo na alma que só quem sente é aquele serve ao Senhor.

E o cântico nos fala da figueira que não floresce e a vide que não dá fruto. Estes versos me remetem ao profeta Habacuque (Hc 3.17,18) que diz que embora isto aconteça, ele irá se alegrar no Senhor e exultá-lo. Que maravilha! É uma bênção poder voltar os olhos para o Senhor e sentirmos no fundo do coração que sua graça nos basta.

Quando as lutas vierem, vamos parar um pouco e pensar nos versos deste cântico e meditarmos nestes personagens bíblicos e suas atitudes de fé e alegria ante às adversidades desta vida.

Onélio Brasil


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