domingo, 15 de abril de 2007

Tema de domingo - 15/04/07

Encerramos hoje a série de reflexões dentro do livro de Cantares de Salomão.
Hoje nos fixamos no capítulo 3, versos de 1 a 5, especialmente onde está escrito que "De noite, no meu leito, busquei o amado de minha alma, busquei-o e não o achei... Mal o deixei, encontrei logo o amado de minha alma; agarrei-me a ele e não o deixei ir embora, até que o fiz entrar em casa de minha mãe e na recâmara daquela que me concebeu..."

Entendemos que quando a Palavra diz que "o reino de Deus é tomado por esforço" (Lc. 16:16) não está se referindo a esforço para alcançar a salvação de nossas almas. Não, isso foi conquistado por Jesus, na cruz. O esforço de que fala o texto é para ter visão do Reino de Deus, viver nele, perceber as coisas espirituais, manter comunhão com Deus, não se perder dessas verdades apesar de o mundo todo conspirar contra isso. É viver em outro nível.
O texto de Cantares fala da noiva que encontrou o amado de sua alma depois de procurá-lo por tantos outros lugares; quando o encontrou não o deixou mais, não deu descanso a si mesma enquanto não o introcuziu em sua casa, em seu aposento mais íntimo. Assim como Jacó, que não largou o Anjo enquanto não obteve a bênção de que tanto precisava. É desse tipo de esforço-deterinação que Jesus fala no texto de Lucas.
Muitos de nós, antes de encontrarmos Cristo, costumamos procurá-lo com aflição. As vezes procuramos na igreja, outras vezes o procuramos em encontros, pregações, na palavra de pastores ungidos, missionários, profetas, em grupos, em livros, em experiências sobrenaturais, em momentos de emoção passageira. Assim fez a noiva, inutilmente. Só o encontrou quando desistiu de procura-lo tolamente em outros lugares. O Senhor não está longe de cada um de nós!
A noiva, no texto, diz: "agarrei-me a ele e não o deixei ir embora, até que o fiz entrar em casa de minha mãe e na recâmara daquela que me concebeu..." Aí está a determinação. Uma vez tendo vivido esse encontro maravilhoso com o Senhor, não devemos nos conformar com "aquele momento especial". Não devemos fazer de Cristo apenas uma história bonita para contar. Queremos que ele entre em nossa vida, em nossa casa, em nosso lar, que esteja nas recâmaras mais íntimas e ocultas da nossa alma, de todo o nosso ser. Tem a ver com o que o Senhor disse: Quem não comer a minha carne e beber do meu sangue, não tem parte comigo."
Deixemos que ele veja nossas fragilidades, que nos veja como somos, que nos sonde profundamente e veja cada célula nossa. Que Ele não fique na sala de visitas. Não sosseguemos até que ele entre e faça parte da nossa vida sem reservas, sem pudores.

Cristina Faraon

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