sexta-feira, 27 de abril de 2007

Estranhice


Deus ama o assassino
E também o estuprador
Não há nada mais estranho
Que esse estranhíssimo amor.

Deus ama o encarcerado
E o condenado fugido
E ama sem ter amargura
O triste cristão decaído.

E ama com grande pesar
Quem não aceita esse amar
Com repulsa de juiz.

Esse amor não compreendo
Mas a ele eu me rendo
Pois que o Estranho Amor me quis.

Cristina Faraon

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